

FeLV ou leucemia felina, não é igual à leucemia humana e não
contagiosa para o ser humano nem a outros animais, transmitindo-se somente de gato para
gato através da saliva, secreções nasais, urina e
fezes. Por isso gatos que compartilham comedouros, bebedouros ou caixas
sanitárias com gatos FeLV positivos podem ser contaminados.
Por outro lado, o FeLV é um vírus bem frágil, com uma vida estimada em
cerca de 20 minutos em meio seco, e facilmente destruído pelos
desinfectantes e detergentes comuns. Assim, é improvável a
contaminação do ambiente como mesas, jaulas e salas de espera.
É a doenças mais extensa e imprevisível que um gato possa ter, pois um animal FeLV positivo pode hospedar o vírus durante meses ou anos sem adoecer e repentinamente ficar doente com uma série de sintomas que incluem linfoma, leucemia e infecções secundárias.
Uma vez transmitido, o vírus começa a replicar-se nos tecidos do nariz e da
boca, indo depois para os linfonodos da cabeça, onde continua a
multiplicar-se, antes de entrar na corrente sanguínea e
instalar-se na medula óssea. É na medula óssea que o sistema
imunitário é muitas vezes capaz de derrotar o vírus. Mas se a carga viral for
muito grande, as células da medula óssea levarão o
vírus até às glândulas salivares, onde o ciclo infeccioso ficará
completo.
"Um sistema imunitário saudável pode superar a
infecção, mas em condições de elevada densidade populacional, até
um em cada três gatos pode tornar-se persistentemente virêmico", Não todos os gatos contraem o vírus do FELV
Cerca de 25 a 30% dos gatos expostos rejeitam o vírus e a infecção é evitada.
Mais ou menos 30% desenvolvem uma viremia persistente, uma alta
concentração do vírus no sangue, com uma forte
probabilidade de desenvolver linfoma ou outra doença ligada a FeLV.
Quase 40% dos gatos expostos desenvolvem uma infecção transitória e
tornam-se hospedeiros latentes da doença. Esses Só um quinto dos gatos infectados desenvolvem linfoma ou leucemia linfoide. A grande maioria das mortes por FeLV está relacionada com infecções secundárias, que incluem
outras infecções virais.
A natureza diversa da doença faz com que seja impossível
prever durante quanto um gato com FeLV vai sobreviver, mas a média de
sobrevivência é 2 anos. Estudos indicam que 83% dos gatos FeLV
morrem num período de 3 anos e meio após o diagnóstico, mas ao
mesmo tempo, há evidências de que possa sobreviver muito mais.
Apesar de existirem várias vacinas contra o FeLV, há controvérsias, principalmente quanto à sua segurança e eficácia.
Caso se deseje vacinar e se desconheça a história do gato,
deverá testar-se a presença de antigênio do FELV no sangue antes
da vacinação, já que é inútil
proceder-se à vacinação de um gato virêmico.
A melhor forma de evitar que a doença se espalhe é evitar a
exposição ao vírus, a prevenção continua a ser a melhor
solução, pois não existe ainda tratamento eficaz.
Os resultados positivos obtidos com kits de teste feitos na clínica
devem ser interpretados com cuidado, sobretudo no caso de gatos
saudáveis e em áreas onde a prevalência é
baixa, a possibilidade de um resultado falso positivo aumenta na mesma proporção
em que a prevalência desce. Por conseguinte,
recomenda-se que se confirme sempre um resultado positivo inesperado
num gato saudável, de preferência utilizando a
técnica PCR para detecção do pro vírus disponibilizada por um
laboratório fiável.
Além disso, resultados positivos reais podem indicar uma viremia
transitória, que se verifica em aproximadamente 30-40% dos
gatos, que geralmente não estão em risco de desenvolverem uma
doença relacionada com o FELV.
Os gatos em viremia persistente devem ser mantidos isolados para se evitar a
transmissão para outros gatos. Para seu próprio benefício, os gatos
infectados com FELV devem ser mantidos isolados de outros gatos que apresentem
outras doenças infecciosas.
Demonstrou-se que o tratamento de gatos virêmicos com interferão omega felino
melhora os sinais clínicos e aumenta a esperança de vida, ainda
que não represente uma cura para a viremia.
No meu caso, com a minha gata Baby, consegui muito bons resultados dando ¼
comprimido de lamivudina (32,5mg) e 1ml de interferão da SUIPA cada 24 horas.
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